25 de março de 2015

ARTISTA DO DIA: André Breton

André Breton nasceu no dia 19 de fevereiro de 1896. Era filho único de uma mãe rígida. Cresceu no subúrbio de Paris. Sua família forçou-o a estudar medicina e, nesse meio tempo, foi convocado para o exército francês, onde conheceu Jacques Vanché, um jovem niilista (niilismo é o princípio filosófico no qual a negação é o grau supremo da verdade), que viveu intensamente e influenciou criticamente a vida de Breton.
 


Na escola, foi introduzido à poesia de Charles Baudelaire e ao confronto entre positivismo e hegelianos. Suas primeiras poesias foram publicadas na revista literária do colégio. Pouco depois, na revista La Phalange.

Juntando as obras intelectuais, as ideias de Jacques Vanché e o contato direto com problemas mentais no Centro de Neurologia de Saint-Dizier, André Breton percebe fontes de criação na loucura.

Em 1917, ao se tornar colaborador da revista Nord-Sud, conhece Guillaume Apollinaire, criador do termo surrealismo e um dos mais importantes ativistas do movimento. Em 1918, se envolve em um projeto com Philippe Soupault, iniciador do Dadaísmo e fundador do Surrealismo, e com Louis Aragon, que resultou em um livro sobre destacados pintores surrealistas. E, junto dos mesmos, fundou, em 1919, a revista Littérature.
Manifesto do Surrealismo - 1924
 A partir de 1920, começa a destacar-se como importante francês ao começar a publicar suas próprias obras. Nesse mesmo período, une-se ao Surrealismo e, influenciado pelas ideias de Marx e Rimbaud, filia-se ao Partido Comunista. Porém, foi excluído do partido em 1933. Sua atuação crítica ao entendimento humano afirmou suas ideias surrealistas em todos os campos da arte.

Entre 1941 e 1946, refugiou-se nos Estados Unidos, devido à guerra e seu desconforto na França. Faleceu em 28 de setembro de 1966 e suas obras mais importantes foram: Manifesto do Surrealismo (1924) e Do Surrealismo em suas Obras Vivas (1953).